A diretoria executiva da CONASCON - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes esteve em reunião com o Senador Paulo Paim e recebeu apoio à Campanha Nacional de Valorização Sindical e defesa da Democracia, “Sem Sindicato não há Democracia”.

Moacyr Pereira, presidente da CONASCON falou do objetivo central da campanha, que é mostrar a importância do sindicato em uma sociedade democrática, ele expôs sua preocupação com a diminuição do poder de negociação de entidades de diversos setores da economia em razão da asfixia financeira sofrida pelas entidades sindicais com o fim da contribuição sindical obrigatória, além  e a consequente diminuição dos serviços oferecidos ao trabalhadores de baixa renda. Segundo o presidente da entidade, que também é secretário de finanças da UGT - União Geral dos Trabalhadores, o modelo sindical brasileiro está caminhando para um fragmentação total, muito parecido com o modelo sindical chileno, onde não existe unicidade sindical, muitas vezes uma única empresas possui cinco ou seis sindicatos. Esse cenário enfraquece a organização dos trabalhadores e prejudica as negociações coletivas. A proposta da CONASCON é que um Projeto de Lei ao regular o item XXVII do artigo 7º da constituição também crie um Fundo de Atualização Tecnológica do Trabalhador. A fonte de recursos para este fundo seria parte da arrecadação do FUNTTEL-Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações.

De acordo com Paim o Estatuto do Trabalho, uma tentativa de reduzir os prejuízos trazidos com a Reforma Trabalhista, prevê a regulamentação desse item, porém a fonte de recursos para essa finalidade precisa ser tratada. A proposta que tem a relatoria do senador é uma sugestão legislativa para regulamentar assuntos relativos à inclusão social, autorregulação sindical, modernização do trabalho, salário mínimo mensal e jornada de trabalho de 40h semanais. Ela foi elaborada na subcomissão temporária, instituída no âmbito da Comissão de Direitos Humanos (CDH). A chamada "nova CLT" recupera e amplia direitos retirados do trabalhador com a reforma que está em vigor desde novembro do ano passado. Ele admitiu, no entanto, que a proposta não tem chance de ser aprovada neste ano e com a nova composição do Congresso Nacional novas dificuldades virão.